Avaliação de Riscos
A Entidade realiza avaliação prévia dos riscos envolvidos na definição da alocação estratégica nas diferentes classes de ativos, com o apoio de consultoria de investimentos no momento da definição da Política de Investimentos.
A avaliação prévia dos riscos envolvidos na alocação dos ativos e derivativos é de responsabilidade dos gestores dos recursos, devendo seguir as diretrizes definidas na Política de Investimentos.
Gestão
| Controle de Riscos | Risco de Mercado, Risco de Crédito, Risco de Liquidez, Risco Operacional, Risco Legal e Risco Sistêmico |
| Realiza apreçamento de Ativos? | Sim |
| Possui modelo próprio de riscos? | Sim |
Gestão
| Tipo de Gestão | Própria |
| Gestor de Investimentos (Fundos) | Santander Asset Management / Vinci Partners / Western Asset / Sul América / RB Capital / Rio Bravo |
| Administrador Tecnicamente Qualificado (AETQ) | Eudes Lins Carneiro |
| EFPC observa os princípios de responsabilidade socioambiental | Sim |
| Avaliação prévia dos riscos envolvidos? | Sim |
| Existência de sistema de controles internos? | Sim |
Distribuição dos Investimentos
| Por segmento | Dezembro/2025 | Dezembro/2024 | ||
|---|---|---|---|---|
| Valor (R$) | Percentual | Valor (R$) | Percentual | |
| Renda Fixa | 25.848.503.578,67 | 98,85% | 26.113.894.646,56 | 98,86% |
| Renda Variável | 0,00 | 0,00% | 0,00 | 0,00% |
| Estruturado | - | 0,00% | - | 0,00% |
| Imobiliário | 42.256.569,60 | 0,16% | 40.176.152,93 | 0,15% |
| Operações com participantes | 259.282.079,73 | 0,99% | 260.938.059,76 | 0,99% |
| Exterior | 0,00 | 0,00% | 0,00 | 0,00% |
| Total | 26.150.042.228,00 | 100,00% | 26.415.008.859,25 | 100,00% |
Gestão de Investimentos- Dez/2024 (em mil)
Rentabilidade
Rentabilidade
| Segmento | Benchmark por Segmento | Meta de Retorno | Rentabilidade | Meta Atuarial |
|---|---|---|---|---|
| Renda Fixa | 9,68% | 7,81% | 9,39% | |
| Renda Variável | 15,14% | 0,00% | 0,00% | |
| Estruturado | 0,00% | 0,00% | 0,00% | |
| Imobiliário | 9,68% | 11,88% | 9,39% | |
| Operações com participantes | 9,68% | 11,68% | 9,39% | |
| Exterior | 0,00% | 0,00% | 0,00% | |
| Consolidado | 9,68% | 7,85% | 9,39% |
Desempenho 2025
Em 2025, o cenário econômico brasileiro foi marcado pela consolidação do ciclo de aperto monetário, com a taxa básica de juros atingindo o patamar de 15% em junho, tendo iniciado o ano em 12,25%.
Os títulos públicos brasileiros apresentaram desempenho positivo em volume de investimentos, impulsionado por taxas atrativas em ambiente de juros elevados, embora o contexto fiscal interno e cenário externo tenham gerado volatilidade. O volume investido em títulos públicos por pessoas físicas cresceu significativamente (cerca de 43% em alguns segmentos), refletindo busca por segurança em renda fixa). Neste contexto destacamos:
1. Banco Central do Brasil: O Copom deu continuidade ao ciclo de aperto monetário iniciado em 2024, elevando a taxa Selic ao longo do primeiro semestre para conter as expectativas inflacionárias, que se mantiveram desancoradas. A partir do segundo semestre, com sinais de arrefecimento da inflação e atividade econômica moderada, o BC iniciou uma pausa no ciclo, mantendo os juros em patamar contracionista, o que continuou pressionando o valor de mercado dos títulos públicos pré-fixados.
2. A percepção de risco fiscal continuou sendo vetor relevante para a precificação dos ativos locais. A curva de juros apresentou volatilidade, principalmente nos vértices longos, refletindo incertezas quanto à trajetória da dívida pública e ao cumprimento das metas fiscais.
3. Estabilização Relativa do Câmbio: Após a desvalorização acentuada em 2024, a moeda brasileira apresentou períodos de maior estabilidade, embora ainda sensível ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. A moeda brasileira apresentou recuperação gradual frente ao dólar no segundo semestre de 2025, beneficiado pelo maior fluxo de capitais estrangeiros e pela redução da aversão ao risco global.
4. O ambiente externo foi relativamente mais favorável aos emergentes, com o Federal Reserve (FED) mantendo uma postura vigilante, mas com expectativa de continuidade do ciclo de cortes de juros em 2026. A Europa seguiu trajetória semelhante. A China apresentou recuperação moderada, ainda aquém do esperado, mas com incentivos adicionais do governo para sustentar a demanda doméstica.
5. Mercados Emergentes e Fluxo de Capitais: Os mercados emergentes apresentaram recuperação seletiva, favorecidos pelo início do ciclo de queda de juros nas economias centrais. Contudo, o fluxo de capitais permaneceu sensível a eventos geopolíticos e à dinâmica fiscal doméstica.
6. Recuperação do PIB via Agronegócio e Sustentabilidade: Apesar dos juros altos, setores ligados à exportação e novos investimentos em infraestrutura sustentável ajudaram a sustentar um crescimento moderado no fechamento do ano.
7. Gestão de Ativos em Recuperação Judicial: A estratégia de mitigação de danos em relação a ativos de empresas como Americanas e Light seguiu focada na liquidação gradual conforme o fim dos períodos de lock-up, visando reduzir o desenquadramento passivo das carteiras.
Esses fatores combinados resultaram em excelente desempenho nas carteiras, com títulos públicos oferecendo proteção relativa em meio à volatilidade. Todos os planos superaram a meta atuarial, em média, 135% acima do benchmark, com exceção do plano V, devido sua carteira de ativos indexados ao IGP-M.
Expectativas para 2026
Para 2026, o cenário base considera maior estabilidade macroeconômica global, com riscos ainda presentes, porém menos concentrados. O ano de 2026 é projetado como um período de potencial inflexão, onde a sustentabilidade e a inovação tecnológica se tornam os principais motores da eficiência econômica.
Cenário Internacional
O crescimento global deve permanecer em torno de 2,5%–3,0%, com:
- • Estados Unidos em desaceleração moderada, porém sem recessão profunda. A economia americana continua apresentando sinais inflacionários difusos, com o Federal Reserve (FED) mantendo vigilância e taxas em patamar como 3,50%–3,75%, com flexibilização monetária gradual, mas sem cortes agressivos no curto prazo;
- • Na Europa, a recuperação permanece modesta, mas consistente, com inflação sob controle e expansão gradual da atividade industrial. O Banco Central Europeu (BCE) mantém trajetória de flexibilização, estimulando o crédito e o consumo.
- • A China deve crescer em torno de 4,2% em 2026, impulsionada por novos estímulos fiscais e monetários, além de uma reestruturação gradual do setor imobiliário. O comércio global dá sinais de recuperação, aproximando-se da média histórica da última década.
Mercados Emergentes
- Espera-se ambiente mais favorável para emergentes, condicionado a:
• Diferencial de juros ainda atrativo;
• Reancoragem fiscal doméstica;
• O fluxo de capital, embora o comércio global permaneça abaixo da média da última década, tende a ser mais construtivo, beneficiando ativos de risco.
No Brasil, espera-se que o Banco Central inicie um ciclo moderado de redução da taxa Selic a partir do primeiro trimestre, à medida que a inflação se consolida dentro da meta e as expectativas se reancoram (projeção de IPCA em 3,91% para 2026, dentro do intervalo de tolerância de ±1,5%, em torno de 3%), possivelmente chegando a 12–12,5% ao final (consenso do mercado via Boletim Focus em torno de 12,13%, com algumas visões mais otimistas para 11%), o que deve impulsionar o mercado de capitais e o consumo interno, apesar do risco fiscal crescente, especialmente em ano eleitoral.
O crescimento do PIB deverá acelerar para algo entre 2,2% e 2,5%, impulsionado pela retomada do investimento, pelo agronegócio e por uma indústria mais aquecida. A agenda fiscal permanece no centro das atenções. A aprovação de reformas estruturais e o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas serão determinantes para a redução do risco país e para a atração de investimentos estrangeiros.
A taxa de câmbio deve operar em patamar mais estável, com o real valorizado em relação a 2025, favorecido pelo diferencial de juros e pelo ingresso de capitais.
O Brasil entra em 2026 com um desafio duplo: manter credibilidade fiscal e aproveitar o ciclo de juros globais mais baixos.
O sucesso em 2026 dependerá da capacidade de adaptação das carteiras às novas tecnologias financeiras e à resiliência diante de volatilidades externas.
Implicações para os Investimentos
- Para 2026, o posicionamento estratégico poderá considerar:
• Alongamento gradual de duration em ambiente de juros em queda;
• Seletividade em crédito privado;
Indicadores
Posição de 27/02/2026 – Relatório Focus de 02/03/2026
| Indicadores | 2026 | 2027 | 2028 | 2029 |
|---|---|---|---|---|
| IPCA | 3,91% | 3,79% | 3,50% | 3,50% |
| PIB | 1,82% | 1,80% | 2,00% | 2,00% |
| CÂMBIO | 5,42% | 5,00% | 5,50% | 5,50% |
| SELIC | 12,00% | 10,50% | 10,00% | 9,50% |
Despesas diretas e indiretas de investimentos
| Despesas de Investimentos | Total | % Sobre o Total | Gestão Própria | Gestão Terceirizada |
|---|---|---|---|---|
| ADMINISTRAÇÃO DOS PLANOS PREVIDENCIAIS | 51.042.031,98 | 100,00% | 528.409,54 | 50.513.622,44 |
| DIRETAS | 33.261.065,36 | 65,16% | 528.409,54 | 32.732.655,82 |
| Despesas CONSOLIDADO | 33.261.065,36 | 65,16% | 528.409,54 | 32.732.655,82 |
| INDIRETAS | 17.780.966,62 | 34,84% | - | 17.780.966,62 |
| CUSTÓDIA | 4.066.439,44 | 7,97% | - | 4.066.439,44 |
| CORRETAGENS | 109.904,08 | 0,22% | - | 109.904,08 |
| TAXA DE ADMINISTRAÇÃO | 10.440.457,48 | 20,45% | - | 10.440.457,48 |
| TAXA DE PERFORMANCE | - | 0,00% | - | - |
| TAXA ANBIMA | 74.642,00 | 0,15% | - | 74.642,00 |
| TAXA SELIC | 767.104,34 | 1,50% | - | 767.104,34 |
| TAXA CETIP | 1.646.595,19 | 3,23% | - | 1.646.595,19 |
| AUDITORIA | 105.136,00 | 0,21% | - | 105.136,00 |
| OUTRAS TAXAS | 570.688,09 | 1,12% | - | 570.688,09 |